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03/04/2014

SEM BANDA LARGA, SAÍDA É INTERNET VIA RÁDIO, MAIS CARA

Sem cobertura do serviço de banda larga em seu bairro, o Residencial Triunfo, o técnico em informática Wanderlei Paulino Dias está usando a internet via rádio em seu computador. Ele explica que a mensalidade é mais cara que nas operadoras: cerca de R$ 100 por 4 megabits de velocidade. Mas, segundo ele, algumas empresas chegam a cobrar R$ 250 mensais por 5 megabits de velocidade. “É muito caro, mas é a única opção”.


Wanderlei conta que já entrou em contato com algumas operadoras, várias vezes, que prometeram que o sinal de internet chegaria em agosto ou setembro do ano passado, mas, até agora, nada. “Cheguei a instalar um telefone fixo à espera da internet, que não chegou. Preciso dela para trabalhar”, ressalta.

 

Isso acontece porque essa tecnologia demanda investimento em infraestrutura, tem custo operacional alto e as prestadoras não têm obrigação de levar o serviço a todas as localidades como na telefonia fixa, em que é preciso cumprir a obrigação da universalização.

 

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que a decisão de oferecer a banda larga ou não em determinado bairro depende do interesse comercial de cada operadora, portanto elas não têm essa obrigação em lei. A agência não soube informar as áreas de Goiânia cobertas pelo sinal de internet.

 

Cada empresa avalia a demanda de cada região e, se o número for crescente, pode vir a oferecer o serviço de dados, que depende da oferta de portas (conexões disponíveis). Se não houver interesse das empresas, a saída para a população local pode ser a internet via rádio, que também precisam da autorização prévia da Anatel para funcionar.

 

Custos

O problema é que a internet via rádio requer a instalação de antenas individuais wireless nas casas, o que eleva os custos do serviço. Nos edifícios, o custo é reduzido porque o equipamento pode atender a vários apartamentos. A Urbi Telecom é uma das empresas que prestam esse serviço em Goiânia.

 

A gerente do Departamento Financeiro da empresa, Josiane Ibiapino Bittencourt Luiz informa que o equipamento custa R$ 200 ao cliente e a mensalidade varia de R$ 79,90 para 1 megabit a R$ 199,90 para 5 megabits. Mas ela garante que o custo maior da internet via rádio é justificado por uma maior facilidade para execução de donwloads, ou seja, maior rapidez.

 

Josiane ressalta que a empresa, que tem 1,4 mil clientes na Grande Goiânia, geralmente atende bairros não cobertos pela internet das operadoras. Segundo ela, muitos clientes também são de áreas rurais. “Mesmo sem canais de divulgação, temos uma grande procura de pessoas que ainda não têm o sinal”, destaca. Ela dá o exemplo de um condomínio com 200 famílias em Santo Antônio de Goiás, onde a maioria já está procurando os serviços da empresa.

 

Porém, a internet via rádio tem suas desvantagens, assim como pode ocorrer com a banda larga convencional. No caso de uma chuva forte, por exemplo, os usuários podem ter muitos problemas para recepção do sinal.

 

Uma das operadoras que atuam em Goiás, a NET, informa que investe constantemente em manutenção e ampliação de sua rede, buscando oferecer a melhor qualidade em serviços de TV por assinatura, banda larga e telefonia fixa e móvel. Porém, por questões estratégicas, a operadora não divulga seus planos de expansão.

 

Empresa oferece opção via satélite


Além da internet via rádio, os usuários já tem à disposição a internet via satélite. A Via Sat Brasil é uma empresa goiana de telecomunicações que, desde 2009, atua como prestadora de serviços de internet banda larga da Banda KU. Em 2013 a empresa deu inicio a uma nova etapa em suas operações ao ser a primeira no País a disponibilizar a internet via satélite utilizando a Banda KA, com um custo mais reduzido, apesar de ainda ser elevado.

 

A Via Sat Brasil disponibiliza planos de Banda KA de 2 a 18Gb para os Estados de Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. O gerente de Operações da Via Sat Brasil, Guilherme Pina, informa que o consumidor paga uma taxa de adesão de R$ 999 e mais uma taxa mensal de R$ 159,90 para ter uma internet de 2 megabits.

 

Um plano de 12 megabits tem taxa de adesão de R$ 499,90 e mensalidade de R$ 249,90. Porém, Guilherme lembra que todos os planos de tecnologia KA possuem franquia de tráfego, o que reduziu o custo. Um plano de 2 megabits gera uma franquia de 4 gigabytes, enquanto um plano de 12 megabits resulta numa franquia de 10 gigabytes.

 

Competitividade

A empresa tem 2 mil clientes nos Estados de Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e no Distrito Federal. De acordo com o gerente, a tecnologia não é para ser competitiva com operadoras locais, pois direciona sua operação para regiões onde elas não chegam.

 

“Vamos onde as operadoras não vão, mas também temos clientes nas grandes cidades”, destaca. Segundo ele, a operadora trabalha para atender pelo menos 80% do território nacional.

 

Fonte: O Popular



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