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26/05/2014

PROPAGANDA PERSONALIZADA INCOMODA USUÁRIOS NA REDE

Uma câmera profissional é sonho de consumo da estudante Vanessa Silva de Carvalho, de 19 anos, mas a perseguição de banners na internet oferecendo-lhe produtos de beleza – que ela adora – irritou ao incentivar gastos que a distanciam de seu objetivo. O desenvolvedor Fabrício Augusto Soares Silva, de 20 anos, também não gosta do mesmo anúncio em seu encalço. Como resultado desse incômodo, consumidores como eles tentam escapar do marketing personalizado, o que preocupa pesquisadores e empresas.

 

“Incomoda tanta propaganda e sou consumista, ficam me tentando”, explica Vanessa sobre visitar um site de e-commerce, clicar em um produto e não comprar, processo simples o suficiente para que a mercadoria seja exibida em sites de notícia, blogs, redes sociais e no Youtube. “Uma vez me interessei por um kit de hidratação de pele e não tinha dinheiro, mas em toda pesquisa e anúncio ele aparecia, acabei comprando”, exemplifica sobre prática que atrapalha as economias para comprar a desejada câmera.

 

Ao atrai o consumidor, a forma de publicidade on-line que permite segmentar e exibir conteúdo para quem já teve interação com ele, o retargeting, traz resultado positivo para as empresas, mas não é assim tão assertivo em muitos casos. “Eu me incomodo com as propagandas, que muitas vezes são abusivas”, argumenta Fabrício sobre a experiência de não querer um produto ou até mesmo já ter o comprado e mesmo assim visualizar a oferta incontáveis vezes.

 

Para evitar isso, Vanessa e Fabrício, como muitos consumidores, usam barreiras – no caso deles, extensões que bloqueiam a publicidade – que não deixam ver os tais banners perseguidores. “Se não é visível pra mim, deixa de incomodar. O fato de usarem ou não meu histórico não me importa”, diz Fabrício. De acordo com o professor de Mídias Digitais do Ipog e especialista em tendências e comportamento, Fred Pacheco, o tema envolve bom senso e discussão sobre privacidade.

 

Experiência personalizada

 

Apesar das críticas e de cerca de 9% dos anúncios no mundo serem bloqueados, a conversão em vendas é comprovadamente maior quando são apresentados produtos direcionados, que possuem de fato alguma relação com o internauta. “O resultado é melhor porque apresenta coisas que ele gosta mais, a marca que ele confia.” Porém, Pacheco afirma que principalmente os grandes e-commerces passam a sensação de perseguição, que faz empresas e agências pensar como usar melhor o retargeting.

 

Abusos lembram os odiados pop-ups e possuem entre os fatores a frequência e o tempo a que os usuários são expostos ao mesmo banner, por exemplo. “A tecnologia permite colocar limites. Se apareceu cinco vezes e o consumidor não clicou, é porque não vai clicar mesmo”, ressalta sobre o processo da experiência personalizada que começa por cookies (pequenos arquivos de cadeias de texto) registrarem a navegação e serem enviados para plataforma responsável por exibir anúncios.

 

“Guardam basicamente um número para saber que está voltando. Todo site que tiver o mesmo provedor de publicidade vai mostrar a peça como prioridade. Só sabem que aquela máquina entrou ali, nada mais que isso.” Porém os sites que segmentam com informações do perfil dos usuários, como o Facebook e Google, esquentam a discussão sobre os limites entre personalização e privacidade dos dados.

 

Integração

 

Se pesquisas mostram que os consumidores querem experiência cada vez mais personalizada, de acordo com seus hábitos e preferências, o desafio aumenta e empresas especializadas focam em integrar mais informações, como cookie, e-mail, CPF e informações bancárias, já que, após procurar uma camisa de futebol em um site e comprá-la em uma loja física, não faz sentido receber publicidade sobre ela.

 

“A tecnologia é uma evolução contínua para isso. Todos os meios brigam por seu tempo e quanto mais conhecer seu perfil, melhor alcançará”, defende o vice-presidente executivo do Interactive Advertising Bureau (IAB) Brasil, Marcelo Lobianco sobre combinar mais dados e não entregar o óbvio, o que é também justificado pelo desperdício de verba publicitária. “No final ganha usuário com publicidade para seu perfil, veículo e o anunciante paga menos. Não é um jogo combinado, quem não concordar, pode evitar.”

 

Fonte: O Popular





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