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25/04/2014

GOIÁS LIDERA RANKING DA FRAUDE

Horas após realizar um saque em um caixa eletrônico no Setor Campinas, a funcionária pública Márcia Maria Luiz Correa recebeu uma mensagem de texto em seu celular questionando sobre uma suposta compra em um site. A estranheza da funcionária pública foi imediata. “Logo entrei em contato com a central de atendimento. Eu estava fazendo prova na faculdade no momento. Além disso, esse cartão tem dupla função, mas a opção crédito nem estava ativada”, explica. “Em resumo, consegui resolver meu problema com o cartão de crédito, mas tive um pouco de dor de cabeça. “


Márcia é mais uma da lista de vítimas de tentativas de fraude em Goiás. O Estado lidera o ranking na Região Centro-Oeste neste tipo de crime, segundo levantamento de Tentativa de Fraude e Volume de Compras no Comércio Eletrônico, realizado pela Clearsale, empresa especializada na detecção de fraudes no comércio eletrônico. A suscetibilidade do comércio eletrônico na região impactou em R$ 4,37 a cada R$ 100 transacionados em 2013. Isso significa um volume total de R$ 11 milhões. É mais que o dobro do último lugar no ranking da pesquisa no Centro-Oeste - Mato Grosso do Sul. Nesse Estado, a cada R$ 100 transacionado no comércio eletrônico, R$ 1,73 foi passível de tentativa de fraude.

 

Márcia Maria acredita que seus dados foram capturados por algum dispositivo instalado no caixa eletrônico. Na maioria dos casos, as possibilidades dessa fraude ocorrer envolve o emprego de tecnologia aliada à criminalidade - comércio paralelo de venda de base de dados de cartão de crédito, ferramentas acopladas às máquinas de cartão de crédito ou caixas eletrônicos que captam os dados do dinheiro de plástico e, por fim, algum vírus ou programa instalado no computador do usuário.

 

Segundo o coordenador de projetos corporativos da Clearsale, Gabriel Firer, empresas especializadas em proteção desse tipo de fraude dispõem de ferramentas para atender o lojista e proteger o consumidor. “Existe um processo de análise de fraude que verifica se a compra é legítima. Por um modelo estatístico, dados históricos, percebe-se algo diferente no ato da compra. Com essas informações, as empresas entram em contato com o comprador ou lojista”, informa. Essas mudanças na rotina de hábito de consumo de Márcia podem ter sido o estalo para que um sistema ‘preventivo’ fosse acionado e causasse ainda mais dor de cabeça à funcionária pública .

 

Gabriel explica que os motivos que levam a uma região ter uma quantidade maior ou menor de tentativas de fraudes podem ser maior acesso ao crédito, aumento no número de acesso a internet e novos adeptos do comércio eletrônico.

 

Direitos


Segundo o presidente da comissão de direito do consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB) Goiás, Rogério Rodrigues Rocha, ao ser vítima de uma fraude, o primeiro passo do usuário é informar a operadora do cartão de crédito e contestar a cobrança. “Eles têm prazo de cinco dias úteis para dar a resposta”, informa.

 

Na prática, a instituição de crédito pode devolver o valor, refazer o boleto com o novo valor de pagamento ou adiar o vencimento da conta. “Caso o consumidor não tenha obtido resposta e a cobrança foi realmente indevida, a operadora têm de devolver o dobro do valor”, afirma. Ele lembra que a empresa é que é responsável por fornecer o ônus da prova. “Eles que precisam se preocupar com os mecanismos de segurança e inibir a ação dos fraudadores.”

 

Fonte: O Popular



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