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09/06/2014

GOIANO QUER AJUDAR O MUNDO

“Tenho buscado elucidar-me sobre os problemas da humanidade há anos através da leitura, e o Open Monitor foi um resultado positivo deste esforço”, conta o engenheiro de software goiano Adriano Marques, de 29 anos, sobre a ferramenta que desenvolveu. Gratuita, ela informa os usuários sobre a real conectividade na região em que vivem, mostra se determinado website está censurado, se foi tirado do ar ou se a internet tem sido limitada no local. Com isso, ele pretende ajudar 1 bilhão de pessoas.


A ideia começou a ser desenvolvida em 2011, quando ainda morava em Goiânia, após tomar conhecimento sobre a crise na Líbia que culminou com o bloqueio completo dos meios de comunicação no país.

 

“Vários governos e provedores de acesso à internet têm introduzido a censura de maneira gradual e contínua para limitar o alcance a informação ou por interesses próprios. A China se enquadra nesta descrição, mas outros países já começaram a adotar esta prática aos poucos”, disse Marques.

 

Marques explica que na Líbia foi possível reagir a tempo, mas em muitos locais a população não percebe quando ocorre a limitação. “Cheguei à conclusão de que tinha em minhas mãos o conhecimento e acesso às ferramentas para tornar pública a informação precisa sobre a condição da internet em qualquer parte do mundo, e efetivamente oferecer um termômetro para que pudessem saber quando reagir.”

 

“Um dos desafios é evitar que o serviço seja bloqueado. Para isso, usamos de técnicas como esteganografia e o redirecionamento de mensagens através de outros usuários caso o acesso direto aos nossos servidores principais sejam interrompidos ou limitados. Toda a rede transfere dados usando forte criptografia para manter a integridade da informação e a privacidade do usuário protegidas”, detalha sobre o Open Monitor (Veja no quadro), que é um software livre.

 

Código aberto

 

Com objetivo de informar as pessoas, ele afirma que o trabalho auxiliaria inclusive seus compatriotas. “Apesar da aprovação da lei do Marco Civil, o País ainda tem muito a melhorar neste aspecto. A censura é um tema muito mais complexo do que parece. No Brasil, existe de diversas formas dentro e fora da internet, algumas vezes por culpa do governo e outras não.” Para isso, ele afirma que a aposta são os softwares livres, programas que possuem código aberto.

 

“É uma das tecnologias exponenciais que permitem com que a humanidade continue se desenvolvendo a passos exponencialmente mais largos”, acrescenta.

 

Formado em Sistemas de Informação pela Universidade Estadual de Goiás, Marques foi um dos primeiros brasileiros aceitos pelo programa Summer of Code do Google, onde também foi mentor e orientou estudantes de diversos países.

 

Em 2007, fundou a própria organização, Umit, para continuar desenvolvendo novas tecnologias para o monitoramento e administração de redes de computadores, na qual produziu 14 softwares livres, entre eles o Open Monitor.

 

Agora em Chicago, nos EUA, e após fazer palestras em diversos países sobre seu projeto, ele pretende favorecer pelo menos 1 bilhão de pessoas no mundo com a solução.

 

Testes

 

O sistema se encontra em estado funcional e passa por testes, com aplicativos para dispositivos móveis e sistemas operacionais de computadores, e ainda não foi lançado para a utilização do público.

 

Para enfim possibilitar o uso, em uma época em que se fala tanto em internet livre, Marques busca financiamento. “Temos tentado encontrar meios para garantir o desenvolvimento contínuo e o custeio dos servidores para manter o serviço no ar, mas tem sido difícil encontrar pessoas interessadas em investir.”

 

Como saída, ele participou de seleção para a Universidade Singularity, que coloca estudantes diante de investidores dispostos a “investir no futuro da humanidade”.

 

Foi finalista da seleção, mas ficou como estudante alternativo, e aguarda o surgimento de vaga pela qual não tem esperança já que as aulas começam nesta semana. “Não tenho notícia de outro lugar como este no mundo”, afirma ele que mantém de maneira independente buscas por investidores que acreditem no potencial do Open Monitor.

 

Fonte; O Popular



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