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05/02/2015

ESTUDANTE CRIA SOFTWARE QUE FACILITA APRENDIZADO DA QUÍMICA

Levar a tecnologia para a sala de aula e oferecer aprendizado acompanhado de diversão. Essa foi a ideia do estudante Lucas dos Santos, de 18 anos, que concluir no ano passado o 3º ano do ensino médio no Colégio Estadual Maria de Fátima Santana, em Aparecida de Goiânia. Para ajudar a compreensão de alunos de química, Lucas decidiu criar um software que permite a visualização de modelos atômicos em 3D na tela do computador. 

 

“Quando ele trouxe o programa, eu vi o quanto aquilo era interessante e inovador para a sala de aula”, comenta a professora de química, Perla Ferreira. “Durante a aula, se explica a ligação dos átomos, mas os alunos não visualizam os modelos”, explica. 

 

Segundo Lucas, o software, que tem suporte para PC, Mac e Web Player permite ligações mais complexas do que os modelos físicos utilizados nas salas de aula. Além disso, cada modelo custa de R$ 90 a 180 e nem sempre pode ser comprado pelas instituições da rede pública ou pelos professores. 

 

Para facilitar ainda mais a compreensão do conteúdo, Lucas também desenvolveu um visualizador 3D de cadeias moleculares que pode ser utilizado em celulares Android. 

 

Apoio moral 

 

O aluno explica que os softwares foram feitos para um trabalho de química e que ele recebeu muito apoio da professora para desenvolvimento da aplicação. “Ela me deu todo o suporte com os conceitos da química, como ligações simples, covalentes e número de ligações de cada átomo. Além disso, foi ela quem me incentivou a criar o aplicativo para celular”, explica. 

 

Autodidata em programação, Lucas já tem um portfólio de jogos educativos criados. Um dos primeiros era chamado de "Show do Milhão", uma versão do programa de TV, com perguntas de temas bíblicos. Para a escola, o estudante também já desenvolveu aplicativos sobre efeito estufa, para a aula de geografia, e capitanias hereditárias, para aula de história. 

 

Fora das salas de aula, Lucas também procura participar de concursos que promovem a criação de softwares. “Já criei o jogo 'Minha Sorveteria' para um concurso do Sebrae sobre empreendedorismo e um chamado 'Eletric Boy' para o concurso SBGames 2014”, conta. 

 

Atualmente, o jovem trabalha no projeto de um novo jogo chamado "Dinamic Word". A ideia do aplicativo para smartphones é apresentar palavras cruzadas em 3D. Com o ensino médio concluído, Lucas quer ingressar numa faculdade para se formar programador de softwares. 

 

“Eu gostaria muito de criar jogos educativos para serem utilizados na rede de esino público, mas sem apoio é complicado”, conta o estudante, que aguarda uma reunião com o Núcleo de Tecnologia da Educação do Estado para apresentar seus programas e projetos. No último contato feito com o núcleo, Lucas foi informado que o chefe do departamento estava de férias e entraria em contato assim que retornasse às atividades.

 


Fonte: O Popular

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