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17/12/2012

DESCARTE CERTO DO LIXO ELETRÔNICO

Com a proximidade do Natal, muitas pessoas vão ganhar novos aparelhos eletrônicos de presente e precisarão descartar os antigos. Esta situação traz à tona uma questão incômoda: onde jogar fora este tipo de lixo?

Hoje, no Brasil, ainda é muito pequeno o número de locais que realizam o reaproveitamento e a reciclagem de lixo eletrônico, o que é ruim, se levarmos em consideração a quantidade de aparelhos descartados este ano no País, conforme estudo realizado pelo governo de São Paulo indicando que o peso total do lixo descartado em todo o Brasil chegará a 495 mil toneladas.

ENTULHO

O monitor antigo e em mau funcionamento do especialista em telecomunicações Saullo Coelho, de 25 anos, já estava ocupando muito espaço no apartamento onde ele mora.
“Queria jogar fora porque não usava mais, tinha comprado um novo, mas não sabia o que fazer”, conta. O jeito foi perguntar para os conhecidos quem poderia ficar com o aparelho. “Acabei dando para o funcionário do meu prédio que disse que ia dar um jeito de descartar de forma correta”, diz.

Segundo Saullo, as iniciativas para reaproveitamento de aparelhos eletrônicos são muito importantes, mas são poucas no País. “Se existe em Goiânia, é mal divulgado porque não ouvimos falar delas. As pessoas acabam entulhando as coisas em casa, já que jogar na rua não é uma boa opção”, comenta.

A ONG internacional Comitê de Democratização da Internet (CDI) tem sede em Goiânia que realiza o reaproveitamento de computadores e outros aparelhos eletrônicos que as pessoas não querem mais. A iniciativa tem cunho social e ambiental.

De acordo com o coordenador tecnológico do CDI, Fidelino Lacerda, um dos objetivos da ONG é realizar a inclusão digital e promover a cidadania em comunidades carentes, utilizando computadores que são descartados pelas pessoas.

“Fazemos uma triagem, separamos o que pode ser utilizado, consertamos e montamos computadores para que as pessoas possam aprender usando-os”, destaca.

A ONG também se preocupa com o meio ambiente, já que este tipo de lixo demora milhares de anos para se decompor, além de conter metais pesados que são prejudiciais ao solo e ao lençol freático.

“Temos essa preocupação com a natureza. Todo lixo eletrônico pode ser reaproveitado e reciclado”, frisa.

ESTOQUE DE PEÇAS

Os aparelhos que são doados para o CDI e que não têm mais condições de serem utilizados são desmontados e as peças são separadas. “Temos um estoque de peças que nos é muito útil. Aquilo que não serve mais para guardar mandamos para os nossos parceiros que se reponsabilizam pela moagem”, explica.

O três parceiros do CDI – que são empresas que trabalham com sucata – geralmente enviam essas peças para São Paulo, onde são moídas para o reaproveitamento. Fidelino acentua que o comitê não recebe apenas aparelhos de informática, mas também outros tipos de lixo eletrônico como videocassetes, DVDs, celulares. “Já pegamos até sanduicheira quebrada. O que vale é cuidar do meio ambiente e não jogar esse tipo de coisa fora em qualquer lugar”, ressalta.

Segundo Fidelino, as aulas de inclusão digital ministradas no CDI são nos três períodos e para pessoas de todas as faixas etárias. Hoje o projeto CDI Comunidade tem oito turmas e vai abrir mais duas.

O coordenador tecnológico do comitê observa que hoje a quantidade de lixo eletrônico é muito grande porque as pessoas trocam muito rápido de aparelhos como computadores, impressoras e celulares.

“A oferta é muito grande e as pessoas querem ter os últimos lançamentos. Com isso o número desse tipo de lixo só cresce. Poucos brasileiros têm o costume de reaproveitar esses aparelhos, por isso este é ainda um problema no País”, destaca.

Quem possui em casa algum tipo de aparelho eletrônico que precisa descartar pode procurar o CDI na Rua Armogaste José da Silveira, número 100, Setor Centro Oeste. Mais informações pelo telefone: 3211-2659.

Fonte:Site O Popular  

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