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29/07/2015

CRISE ATINGE AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

Desaceleração da economia e falta de preparo do empresário. Esses são alguns dos motivos que têm levado centenas de micro e pequenos empreendedores a fechar as portas esse ano. Segundo dados da Boa Vista Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), as empresas de pequeno porte representam 85% dos pedidos de falência no primeiro semestre do ano.

 

“O que acontece é que o empresário (da micro e pequena empresa) não tem aquele fôlego que o da grande e média empresa tem, que é o capital de giro pra suprir as despesas mensais. Como eles trabalham no limite, no momento de aperto eles tem dificuldade de se manter vivos no mercado” explica o analista do Sebrae-GO, Victor Antônio Costa.

 

As micro e pequenas empresas também lideraram os requerimentos de recuperação judicial no período, com 87% dos pedidos.  Para o analista, os números mostram a necessidade dos empreendedores das empresas de pequeno porte em planejar e ter o capital de giro, pois elas são atingidas com mais intensidade na crise.“Falta planejamento do empresário, mas a própria situação econômica do País reduziu o poder de compra do brasileiro e isso faltamente afeta as micro e pequenas empresas,” diz Costa.

 

Os fatores externos que não podem ser controlados pelo empreendedor (como a oscilação na economia, fatores logísticos e climáticos) também podem ter influência, “mas quando a pessoa está mais preparada ela está mais apta a superar a crise,” ressalta o analista.Conhecimento é vital: As dificuldades em manter a micro e pequena empresa tem levado centenas de empreendedores até o Sebrae-GO. Segundo Costa, o empresário goiano tem sofrido o efeito da crise, mas agora ele está mais consciente e buscando soluções.

 

“O perfil do empresário goiano tem mudado ao longo dos anos, ele tem buscado informações e conhecimento. Temos visto o aumento da busca de informações no Sebrae por consultorias, atendimentos presenciais e por cursos,” conta o analista.

 

Neste momento de crise, Costa recomenda que os empresários busquem informações para ficarem preparados para as adversidades e também para inovar.“Quando ele está mais capacitado, ele está mais apto a inovar, a fazer coisas diferentes. É necessário mudar a forma de agir. O mercado está tão disputado que quando o empresário faz o mínimo de diferença, ele já se destaca.

 

”O analista ainda ressalta que são necessários muitos cuidados nos primeiros três anos de vida da empresa. “Eu costumo comparar uma empresa a um filho pequeno. Tem que ter planejamento e nos três primeiros anos você tem que estar do lado, cuidar, dar comida, estar junto, se não a empresa pode morrer,” compara Costa. 

 

Fonte: O Hoje 

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